terça-feira, 2 de abril de 2013

André Moura conversa com representantes da Avaaz sobre a Comissão de Direitos Humanos

O líder do PSC na Câmara, deputado federal André Moura (PSC-SE), recebeu, na semana passada, os representantes da Avaaz, comunidade de mobilização que realiza petições públicas pela internet, Pedro Abramovay e Bruno Maia, para conversar sobre a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Diretios Humanos. Moura ponderou as considerações feita pelos visitantes e alertou: “a saída de Feliciano não cabe mais a mim como líder, pois, agora, só cabe a ele renunciar.”


Abramovay, que é diretor de campanhas da Avaaz, informou que 455 mil pessoas assinaram uma petição contra a permanência de Feliciano e se colocou à disposição do partido para encontrar uma solução para o impasse. “Eu sei que uma das características do PSC é essa abertura que ele dá para a negociação, existe muita intransigência aqui na Câmara, mas essa nunca foi a postura do partido. Nós estamos aqui porque queremos uma Comissão de Direitos Humanos que funcione”, argumentou.
Moura explicou que, como para Marco Feliciano, a permanência na Comissão é em caráter irrevogável, coube ao partido orientá-lo para que ele possa fazer o melhor trabalho possível enquanto presidente. “Nós fizemos um esforço para que Feliciano permanecesse na Comissão como membro, mas ele se manteve irredutível. Então, conversamos bastante e ele assumiu um compromisso comigo e com toda a bancada de agir como magistrado, abrindo espaço para o amplo debate”, afirmou o líder.
O líder do PSC aproveitou o encontro para questionar a passividade com a qual a sociedade aceitou que integrassem a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania dois parlamentares condenados à prisão pelo Supremo Tribunal Federal. “Enquanto toda a sociedade está voltada para questão da Comissão de Direitos Humanos, a de Constituição e Justiça tem como membros José Genoíno e João Paulo Cunha, ambos do PT/SP, condenados pela mais alta corte do país!.” Ele assegura que ações de Feliciano serão amplamente acompanhadas, mas não tem tanta certeza quanto às dos parlamentares do PT.
Ao final, o diretor da Avaaz afirmou reconhecer que a permanência de Feliciano é uma decisão pessoal, que ele foi eleito como representante do povo e eleito presidente da Comissão, mas que a pressão pela sua saída deve continuar. “Nós entendemos a decisão do partido de acompanhar as atividades do Pastor na Comissão, mas nós vamos continuar nos manifestando e vamos cobrar resultados também”, informou Abramovay.
Por sua vez, Moura garantiu que, qualquer deslize de Feliciano na presidência, ele será o primeiro a retirar o apoio à permanência dele na Comissão. “Vamos dar uma oportunidade para ele? A nossa bancada está toda atenta ao comportamento dele, pois é também a imagem do PSC que está em jogo. Se não atender ao compromisso firmado conosco, seremos os primeiros a tomar providências, inclusive partidárias”, concluiu o líder.

Nenhum comentário:

Postar um comentário