terça-feira, 9 de abril de 2013

Amorim quer que Justiça proíba estudantes de citarem seu nome no Twitter


Por MAX AUGUSTO 
 
O empresário Edvan Amorim, presidente estadual do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), ingressou com uma ação visando proibir quatro estudantes de darem continuidade ao movimento que intitularam de “Eu não voto em Amorim”, realizado pelo Twitter. A Justiça permitiu que os jovens continuassem a manifestação, mas o PTB recorreu e agora pede que os manifestantes sejam proibidos de citar o nome do senador Eduardo Amorim (PSC) nas redes sociais.
 
Na primeira vez o PTB de Edvan Amorim alegou que o movimento “Eu não voto em Amorim” estaria realizando um tipo de propaganda extemporânea negativa e ingressou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE). Na decisão o tribunal proibiu que os jovens utilizassem a hashtag #Eunãovotoemamorim, mas ressaltou o direito à liberdade de expressão e garantiu que eles pudessem manifestar suas opiniões sobre o senador Amorim – já que trata-se e uma figura pública.

“A Justiça agora vai avaliar o agravo, mas acreditamos que nossos tribunais não vão se opor de forma alguma à liberdade de expressão. Nosso movimento era algo pequeno, restrito ao Twitter, nós estávamos apenas manifestando nossa opinião, mas após a ação e toda essa repercussão, ele está crescendo”, disse Júnior Torres, um dos organizadores.

Proinveste
Segundo Júnior Torres, o movimento e a hashtag #Eunãovotoemamorim tiveram início assim que a primeira versão do Proinveste foi rejeitada pela Assembleia Legislativa – numa ação capitaneada pelos deputados da oposição. “Decidimos deixar claro nossa posição e não votar no senador Eduardo Amorim porque achamos que ele fez mal a Sergipe, ao rejeitar o projeto do Proinveste. Ele não se preocupa com o bem do estado, por isso criamos o movimento”, explicou Torres.

Política
A participação dos jovens na pequena mobilização gerou muita polêmica. Pelas redes sociais, Júnior Torres foi acusado por partidários e assessores dos irmãos Amorim de estar a serviço do deputado federal Mendonça Prado (DEM) – desafeto de Amorim. Júnior é filiado ao DEM e foi candidato a vereador na eleição passada, mas nega que esteja agindo sob o comando de alguém.

“Estou apenas expressando minha opinião, é um direito o cidadão. Não há campanha antecipada, nunca pedimos para ninguém votar ou deixar e votar em qualquer candidato”, concluiu. O número da Reclamação no TRE é 6369 e o processo é 63-69.2013.6.25.0000-42. Júnior Torres, Kacalo Celentano e Leonardo Moura são os outros que também são citados.


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