quarta-feira, 6 de março de 2013

Parlamentares da oposição dizem que governo não forneceu subsídios para o voto sobre royalties

Por MAX AUGUSTO

Apesar do alinhamento que se vê no discurso dos parlamentares sergipanos, alguns deles se queixam: faltou uma maior participação do governo estadual neste debate, que é de fundamental importância para Sergipe. Segundo eles, faltou também a realização de reuniões da bancada, onde pudessem ser apreciados dados técnicos fornecidos pelo governo do estado e pela Petrobras, sobre o impacto financeiro da redistribuição dos royalties.



Mendonça Prado (DEM), por exemplo, confirma que o partido liberou seus deputados e que ele votará favorável à derrubada do veto, mas ressaltou que não está seguro quanto aos dados fornecidos. “Acho que o governo deveria estar à frente deste processo, orientando os parlamentares. A coisa ficou solta, e deveria ter uma preocupação maior no sentido de juntamente com a Petrobras, apresentar dados sobre como a arrecadação vai ficar com a mudança na lei, porque não tenho como calcular isso”, falou Mendonça.



O deputado do DEM disse que gostaria de saber qual é a perspectiva de prospecção de petróleo no estado, e que sem esse subsídio, vai basear seu voto. Ele ressalta que os cálculos a que teve acesso revelam uma melhoria da arrecadação sergipana a curto e médio prazo, mas questiona que a longo prazo Sergipe pode se tornar um grande produtor – já que não se tem informações detalhadas sobre a região do Pré-sal.



Dobrando

O senador Eduardo Amorim (PSC) diz que votará no que for melhor para Sergipe, independentemente da orientação do Governo Federal. Mas ele também reclamou da falta de diálogo do governo nesta questão.



“Gostaria de que houvesse uma maior orientação do governo do estado, pois hoje estou votando baseado em teorias, não tive acesso a dados que me mostrassem precisamente o quanto iria aumentar a arrecadação do nosso estado. Gostaria de receber informações técnicas, quanto passaríamos a ganhar em cada situação. Confessoque fico até com medo de votar, pensando no futuro”, disse ele.



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