quarta-feira, 13 de março de 2013

Integração do São Francisco é bem avaliada em reunião promovida pela ONU

Representante do Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura classifica a iniciativa como fundamental para o semiárido brasileiro
 
O coordenador da área de Recursos Naturais do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Brasil, Gertjan Beekman, classificou, ontem, durante a Reunião de Alto Nível de Políticas Nacionais sobre a Seca (HMNDP), em Genebra, na Suíça, o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) como "arrojado e de muita importância para o semiárido brasileiro". Promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o evento, que começou nesta segunda-feira (11) e segue até o dia 15 de março, reúne representantes de diversos países para compartilhar ações de enfrentamento à estiagem e gestão dos recursos hídricos.
 

De acordo com Beekman, há um interesse muito grande da comunidade internacional em saber mais detalhes da maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil. Atualmente, as obras da integração do São Francisco empregam cerca de 4 mil trabalhadores e até junho serão contratadas mais 4 mil pessoas. O empreendimento, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), levará água de beber para mais de 12 milhões de brasileiros nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
 
"É uma iniciativa fundamental e que se relaciona diretamente com os temas que nós estamos discutindo aqui em Genebra sobre políticas nacionais de seca", avaliou o representante do IICA. Beekman também elogiou as iniciativas do governo brasileiro de combate à estiagem. Para ele o país está no rumo certo, com políticas voltadas para a prevenção de riscos e não simplesmente à gestão da crise.
 
Gestão de riscos - Em agosto do ano passado, a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais. Os investimentos somam R$ 18,8 bilhões. A área de prevenção é a que conta com o maior volume de recursos, R$ 15,6 bilhões. O plano, que prevê o mapeamento das áreas de risco e a estruturação de um sistema de monitoramento, alerta e resposta a desastres naturais, é dividido em quatro eixos principais: prevenção, mapeamento, monitoramento e alerta e resposta a desastres.
 
Além disso, a partir de 2013, o número de municípios com alto risco de desastres naturais monitorados para prevenção e ações de emergência subiu de 200 para 286. Esse grupo de municípios sofre principalmente com estiagem ou excesso de chuvas. O monitoramento é feito de Brasília (DF) pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, de forma ininterrupta.


Desses municípios, 46 estão na Região Nordeste, que em 2012 enfrentou a pior seca dos últimos 40 anos. No Norte, 30 municípios são monitorados; na região Sul, 59 e 7 no Centro-Oeste. A maior quantidade de municípios monitorados está no Sudeste (144), sendo 47 só no estado de São Paulo.




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