sexta-feira, 29 de março de 2013

“Feliciano foi infeliz nas suas declarações”, diz pastor Heleno

Por MAX AUGUSTO

Em conversa com a reportagem do JORNAL DA CIDADE / BLOG DO MAX o prefeito de Canindé do São Francisco, pastor Heleno Silva (PRB) considerou que o deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC), presidente da Comissão e Direitos Humanos na Câmara, foi infeliz em suas polêmicas declarações - que ganharam repercussão nacional e geraram várias mobilizações pela sua saída do cargo.


“Marco Feliciano deu algumas declarações polêmicas e criou uma polêmica no país, com as suas palavras. Acho que ele foi infeliz em algumas declarações, sou contra exageros”, afirmou Heleno, avaliando ainda que estão potencializando demais o que foi dito pelo pastor.

Ex-deputado federal por dois mandatos, Heleno avaliou também que o pastor Marco Feliciano falou o que não devia, mas sua declaração dada dentro de um contexto foi muitas vezes retirada do mesmo. “Acho que o partido vai tirá-lo da comissão, isso está gerando um desgaste para ele e para o partido. Quando estava em Canindé disse a ele que com todo esse movimento, era preciso encontrar uma saída digna, porque ele e o partido não iriam suportar tanta pressão”, falou Heleno. No dia seguinte à esta entrevista o PSC confirmou o nome de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos.

Na semana passada o deputado-pastor Feliciano esteve em Canindé, participando de um evento evangélico realizado pela prefeitura. Alvo de um tímido protesto, de algumas pessoas que seguravam cartazes defendendo os Direitos Humanos, Feliciano gerou polêmica ao chamar a polícia e pedir a retirada dos manifestantes do local, afirmando que eles não poderiam atrapalhar a manifestação religiosa – a afirmação faria sentido o evento estivesse realizado num templo ou igreja, mas Feliciano esqueceu que ele estava num evento público, pago com dinheiro da Prefeitura e realizado num local público, o Forródromo municipal.

Heleno explicou ao JC que uma lei municipal determina a realização da festa evangélica no mês de março, e sobre a escolha dos convidados, ele diz que ficou a cargo da comunidade, que há cerca de 60 dias escolheu Marco Feliciano para fazer a pregação, que aconteceria entre shows de bandas evangélicas. “Sentei com os pastores e perguntei se eles iriam manter o nome de Marco Feliciano, e eles mantiveram. Foi uma escolha do povo, das igrejas”, falou Heleno.

Assinaturas

Na última quarta-feira o líder do PSC na Câmara Federal, deputado André Moura, recebeu uma petição eletrônica com 445 mil assinaturas favoráveis à renúncia do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos. O vice-presidente do partido, pastor Everaldo Pereira, também participou da entrega simbólica do documento.

Os líderes do movimento avaliaram que o Congresso cometeu um erro ao iniciar o deputado para chefiar a comissão, mas os líderes do PSC avisaram que o partido tentou convencê-lo a renunciar, sem sucesso. Ficou definido então que a sigla concederá um prazo de trinta dias para avaliar a atuação do parlamentar à frente da comissão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário