segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vinícius Porto: “O Plano Diretor terá prosseguimento”

Por Max Augusto

Retornando à Câmara de Vereadores após quatro anos, o jovem Vinícius Porto (DEM) já chega com a responsabilidade dobrada: vai também presidir a casa. Nesta entrevista ao JORNAL DA CIDADE / BLOG DO MAX ele afirmou que pretende dar continuidade à política de comunicação que foi desenvolvida pelo vereador Emmanuel Nascimento (PT) e disse ainda que as finanças da Câmara não apresentam problemas. Talvez prevendo uma diminuição nas verbas pagas aos seus colegas, Vinícius lembrou que o número de vereadores em Aracaju aumentou e falou que os parlamentares terão que se adaptar à nova realidade da casa – afinal, cinco vereadores a mais, significam cinco equipes de assessores. Ele ainda garantiu que pretende dar andamento à votação do Plano Diretor e explicou que sua eleição não passou por nenhum acordo envolvendo a votação do Proinveste. Leia a seguir.



JORNAL DA CIDADE – O senhor já assumiu o cargo, como estão as coisas na Câmara Municipal de Aracaju?
Vinícius Porto – Estou começando a formar a nossa equipe técnica, pretendo incluir valorosos profissionais, para ter tranquilidade. Estamos analisando a realidade da Casa, não é fácil ter um orçamento que aumentou em cerca de 10% e uma despesa que aumentou bastante pelo fato de termos cinco novos vereadores, serão cinco novas equipes para dar assessoria aos vereadores. Mas vamos trabalhar pra merecer a confiança que recebemos dos vereadores que nos recolheram.

JC – A Câmara pode ter que diminuir o salário de vereadores, servidores e assessores, serão necessárias medidas drásticas para readequar a casa?
VP – Queremos dizer à sociedade que a Câmara não vai ter um centavo a mais de despesa com os novos vereadores, nosso orçamento será o mesmo. Temos que sentar e discutir da melhor forma possível, para que os vereadores entendam a nova realidade da casa, e tenho certeza que vou contar como apoio de todos os vereadores.

JC - O senhor foi vereador, passou quatro anos fora da Câmara e está retornando. Como foi seu período sem mandato e o que mudou na Câmara – se é que mudou?
VP – No tempo que estive fora, foram quatro anos que pareceram uma eternidade, sonhava em voltar a ser vereador. Trabalhamos juntos às comunidades, como candidatos de oposição, e sabíamos que teríamos uma eleição muito difícil, nossa chapa elegeu quatro vereadores e tinha três com mandato. Fomos aos bairros, conversamos com as pessoas e tivemos uma votação superior a de quatro anos atrás, com mais de quatro mil votos. A confiança dessas pessoas foi um prêmio.

JC – Como foi a eleição para a presidência, como se deu o processo?
VP - Em outubro enxergamos que tínhamos condições de chagar à presidência e começamos a conversar com todos os vereadores, buscando o voto de consenso. Tivemos um adversário forte, o pastor Jorny, que formou um grupo forte, ele é um político inteligentíssimo, faz política com ‘P’ maiúsculo, mas o jogo começou a rolar quando o Democratas definiu quem seria seu candidato. O nome foi levado pra o grupo que apoiou João Alves na eleição, e quando foi aceito, conseguimos crescer.      

JC – Como se deu o processo de convencimento de vereadores que já tinham inclusive anunciado apoio à outras chapas?
VP – Os vereadores entenderam que política é ter lado. Se o grupo que eles integram estava apoiando determinado candidato, os vereadores decidiram ser fieis ao grupo. De forma tranquila eles disseram que iriam seguir a orientação do grupo, o que nos fortaleceu muito. Conversamos com os vereadores do PSB, PT e PSD, que estiveram do outro lado no período eleitoral. Mas tudo correu com tranquilidade, os vereadores não negociaram nada, foi tudo na confiança, o que eles me pediram foi que desse continuidade ao trabalho de dar cada vez mais visibilidade à casa, que facilite às pessoas conhecerem os trabalhos da casa.

JC - Ficou alguma mágoa entre os vereadores do DEM que foram preteridos na escolha para presidir a casa? Manoel Marcos, por exemplo? Você foi um candidato apoiado pelo vice-prefeito José Carlos Machado, isso foi decisivo?
VP - Machado é praticamente da família, amigo irmão do meu pai Edson Leal, e estamos com essa parceria há muitos anos, desde 1998, quando me filiei ao Democratas. Mas aliado a Machado, a participação do Democratas como um todo foi importante, e também dos partidos que apoiaram João durante a campanha, os irmãos Amorim. E o senador Valadares, o governador Déda, o partido do vice Jackson Barreto. Todo esse grupo político entendeu que eu seria o nome que melhor aglutinaria os partidos. Tenho esse reconhecimento e gratidão a todos eles.

JC - Sua eleição envolveu algum acordo para eu parlamentares do DEM votassem a favor do Proinveste?
VP - Essa conversa não tem sentido porque não houve o apoio eleitoral entre DEM, PT e PMDB. Foi um acordo conjunto, com 14 partidos políticos. Não teríamos como discutir essa questão de Proinveste nesse momento, essa situação nunca me foi passada. Nossa mesa diretora foi formada pelo DEM, PSC, PR, PT e PSL. São partidos que politicamente pensam diferente, o que não quer dizer que o partido não possa votar em um mesmo candidato à Presidência. A partir do dia 15 tenho certeza que o PT vai fazer oposição, construtiva e leal, será outra história.

JC - Tem sido muito elogiada a atual política de Comunicação da Câmara. O senhor pretende manter esse trabalho?
VP - O presidente Emmanuel foi um dos melhores presidentes daquela casa, não tenho dúvidas. E o ponto mais importante da sua administração foi a visibilidade que ele deu àquela casa, toda a equipe de comunicação está de parabéns e a minha responsabilidade é muito grande de manter e até melhorar a comunicação do poder legislativo. Temos projetos importantes como esse, e não tenho porque tentar diminuir, buscando melhorar, colocando minha forma de administrar, com meu perfil.

JC- O novo prefeito tem falado muito sobre as dívidas na Prefeitura. E na Câmara, como está a situação?
VP - Encontramos uma Câmara sem maiores problemas, a Câmara hoje não tem dívidas que possam perturbar a nossa administração. Estou tomando conhecimento da situação, ate a próxima semana vamos saber detalhes. A prefeitura teve uma fase de transição, no nosso caso a transição está sendo feita agora. Até esse momento não encontramos nada que possa criar dificuldade à nossa administração.

JC – Um dos maiores desafios da Câmara, durante sua administração, poderá ser a votação do Plano Diretor, que inclusive está suspensa por decisão judicial. O prefeito João Alves já anunciou que pretende reformular o texto, como o senhor dará andamento à questão?
VP - O Plano Diretor se encontra em segunda discussão, é o momento em que vai haver as emendas, e isso deve ser feito com tranquilidade. Sabemos que o Plano Diretor, interessa à Prefeitura de Aracaju, e esperamos que ela possa nos assessorar e ajudar a melhorar este plano. É importante que neste momento os técnicos da Prefeitura possam conversar e discutir. Mas garanto que o plano terá andamento, a sociedade aracajuana aguarda há muito tempo, foi muito foi discutido, mas não foi aprovado ainda. Temos que coconversar de forma técnica, sem esquecer que precisamos de ação enérgica, não podemos ficar aguardando passar o tempo. O perfil dos democratas é trabalhar de forma emergencial e técnica.

JC - O senhor estará administrando a Câmara, vai dar para conciliar os trabalhos com uma atuação legislativa?
VP – Dá para conciliar, sem dúvida. Antes de ser presidente sou vereador. O presidente tem suas atribuições, que não podem estar acima do mandato do vereador. Vou organizar e gerir a casa, mas sou vereador de Aracaju e vou trabalhar pelo bem da cidade, apresentar propostas, projetos e indicações, dando continuidade ao trabalho realizado há oito anos.  Fui eleito vereador e não presidente.

JC – O senhor foi autor do projeto que obriga os supermercados a manterem empacotadores nos caixas. A lei municipal está sendo cumprida?
VP - Naquele momento tivemos o apoio do MP, da doutora Euza Missano, e a população participou ativamente do debate, afinal é um projeto que gera empregos. Hoje existe uma parceria com o projeto Jovem Aprendiz, onde jovens estão sendo recrutados. Mas a lei está sendo cumprida em parte, alguns caixas ainda não tem empacotadores.

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