quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Secretária afirma que Saúde de Aracaju tem R$ 20 milhões em dívidas


Goretti Reis diz ainda que em seis meses pode acabar com as filas nos postos


Por Max Augusto  

Continua a polêmica sobre as supostas dívidas deixadas por administrações municipais que foram encerradas em 2012. E Aracaju volta ao foco: Em entrevista exclusiva ao JORNAL DA CIDADE, a secretária municipal de Saúde, Goretti Reis (DEM) afirmou que o montante de dívidas na sua pasta já chega a R$ 20 milhões. Ainda assim ela diz que vai trabalhar para melhorar o setor e avalia que em seis meses poderá conseguir acabar com as filas nos postos de saúde – um dos maiores problemas apontados pela população.


Goretti afirmou que técnicos da pasta ainda vão fazer um levantamento mais preciso da situação financeira, e disse pretende conversar com fornecedores sobre as dívidas, mas ressaltou que a princípio não há risco de desabastecimento na Saúde - ao contrário do que chegou a ser divulgado por membros do novo governo.


A secretária também destacou que as informações lhe foram transmitidas pela equipe das finanças municipais e ainda não identificou detalhadamente onde estão os débitos ou quem são os prestadores de serviço que ainda não receberam, mas deixou claro que pretende organizar a pasta para sanar pelo menos parte das supostas dívidas.


Questionada pela reportagem do JORNAL DA CIDADE / BLOG DO MAX se o município terá recursos para quitar as tais dívidas, ela disse que ainda não pode responder à questão, mas avaliou que se os pagamentos não foram efetuados na gestão passada é porque não havia recursos. “Algumas são dívidas antigas, que vinham rolando. Além das demandas diárias que teremos, vamos ter que resolver isso”, falou Goretti.


Filas

Mesmo sem assumir a pasta oficialmente, a nova secretária já visitou as duas UPAs (Zona Norte e Zona Sul) e constatou alguns problemas, como equipamentos quebrados – e os transtornos gerados pela falta de pagamento aos trabalhadores da Multserv, que executavam a limpeza e recpção.


“Teremos muitos desafios, mas a nossa grande meta é amenizar a demanda reprimida, principalmente em relação à solicitação de exames, que a população se queixa por não conseguir marcar, e encaminhamento para procedimentos cirúrgicos – que também são realizados pela Prefeitura”, disse ela, explicando que ainda não foi possível diagnosticar o que gera a demora na marcação dos exames.


Ainda sobre o problema das filas, Goreti falou que já conversou sobre o tema com seu secretário adjunto, Dr. Petrônio, e que após reunião com a equipe começaria a normatizar alguns protocolos de atendimento, visando reduzir o problema. A informatização do processo além da distribuição de tarefas, visando um atendimento mais adequado, será outro passo.

“Se tivermos o número de suficiente de profissionais, acredito que nos primeiros seis daremos uma reposta satisfatória à essas filas. Pretendemos priorizar grupos de riscos, para que idosos e crianças, por exemplo, não fiquem na fila, o que já ameniza o problema. Organizar as demandas da comunidade é outro passo”, concluiu Goretti.

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