sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Prefeita diz que receita do FPM está zerado

A prefeita de São Cristóvão, Rivanda Farias (PSB) anunciou ontem que tomou um susto ao verificar o demonstrativo da distribuição de arrecadação mensal, relativo ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM): segundo ela, das duas cotas arrecadadas em janeiro (dias 10 e 20), mesmo tendo recebido quase R$ 1,4 milhão, o município não ficou com um só centavo na conta da Prefeitura, após os descontos processados pelo Governo Federal.



O maior desconto foi relativo às cotas do INSS, no valor de R$ 668 mil da 1ª cota e R$ 241 mil referente à 2ª. “Não imaginava que já nos primeiros dias de governo tivesse um problema tão grande como este, fruto da irresponsabilidade do ex-gestor, ao não parcelar dívidas do INSS e deixar o município em apuros”, contou a prefeita.

Por conta disso, a prefeita enxerga dificuldades para fechar o pagamento da folha de pessoal no fim de janeiro, porque ainda tem que arrumar dinheiro para as necessidades básicas da cidade e pagar atrasados. "A prefeitura deve 13º salário e salário de dezembro a centenas de servidores”, salienta.

Débitos
De acordo com Rivanda, na área da Saúde foram descontados R$ 213 mil, somados as duas parcelas. Já na Educação, foram abatidos da conta da prefeitura para repasse do Fundeb R$ 284 mil, somados à R$ 14 mil provenientes de descontos do PASEP.

Para fechar a folha, a prefeita afirma que nomeou apenas 20% dos cargos comissionados (CCS), está processando um recadastramento total dos servidores, não efetuou despesas, a não ser com as necessidades básicas, e buscará alternativas e negociações com devedores para evitar a falência do município.

“Apesar dessa catástrofe financeira que se debruça sobre São Cristóvão, tenho certeza que recolocaremos o município nos trilhos do desenvolvimento e da viabilidade econômica. Desafios existem para serem superados e não protelados”, finalizou Rivanda Batalha.

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