sábado, 26 de janeiro de 2013

Fábio Henrique quer prefeitos opinando sobre o Proinveste

O prefeito do município de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique (PDT), defendeu que os prefeitos sergipanos sejam ouvidores pelo governador Marcelo Déda (PT) nos entendimentos sobre o empréstimo de R$ 727 milhões do Proinveste. “Acho que os municípios devem ser ouvidos pelo governo do Estado nesta questão do Proinveste, quem sabe o que é importante ou não para o município é o prefeito”, afirmou Fábio.




Fábio disse que recebeu a sugestão do ex-prefeito de Poço Verde, Tonho de Dorinha (PSB), e achou positiva a iniciativa. “É o prefeito quem vai dizer quais obras são importantes. Não é brigando ou xingando que o governo vai aprovar o Proinveste, mas com conversa e entendimento. E os prefeitos devem participar desta discussão, devem ser chamados sim. Não temos que ser ouvidos apenas na época da eleição, mas na hora dos investimentos também”, disse Fábio Henrique.


Dificuldades
Fábio Henrique também ressaltou o momento difícil que os prefeitos sergipanos estão passando. “Nenhum prefeito, em sã consciência, atrasa salários de servidores porque quer. Vejo o segundo semestre de 2012 como o pior momento que os municípios viveram até hoje. O governo federal vem com a isenção do IPI que é muito bom para os consumidores que compram carros, geladeiras e outras coisas mais baratas. Mas esse dinheiro que ele isenta, está diminuindo a receita dos municípios. A maioria dos municípios sergipanos sobrevivem, basicamente, do FPM que é calculado com base no IPI e no Imposto de Renda”, explicou.


O prefeito disse ainda que para se ter uma ideia, daquilo que Socorro tinha programado para receber, não foram repassados quase R$ 7 milhões. “É uma crise generalizada no País inteiro. E a função da Associação será de chegar no deputado federal e no senador mais empenho para mudar a regra do jogo em Brasília. O governo federal, em 2012, atingiu o recorde de arrecadação: superou a marca de R$ 1 trilhão. E mais de 70% do bolo fica com a União. O posto de Saúde, a escola, as ruas esburacadas se encontram nos municípios para onde chega muito pouco. Os municípios precisam gritar e o governo federal tem que parar de fazer festa com o chapéu alheio”, cobrou o presidente da Ambarco.


Posse
O pronunciamento foi feito na manhã de ontem, quando Fábio Henrique foi empossado na presidência da Associação dos Municípios da Barra do Cotinguiba e Vale do Japaratuba (Ambarco). A solenidade aconteceu no plenário da Câmara Municipal de Socorro, e compondo a chapa, a 1ª vice-presidente será a prefeita Cândida Leite (Riachuelo) e o 2º vice-presidente será o prefeito Fernando Lima (Nossa Senhora das Dores).


“A Associação dos Municípios da Barra do Cotinguiba e Vale do Japaratuba representa o maior PIB do Estado de Sergipe e a maior quantidade de habitantes. Ela passa a ser presidida por um jovem prefeito que conhecemos o seu trabalho, sua seriedade e lealdade, por isso empunhamos a sua bandeira. Quem tão bem conduz os destinos de Socorro, também merece a nossa confiança para gerir a Ambarco”, disse o ex-presidente da entidade, Ivaldo Costa. 



Ainda em seu discurso, Ivaldo falou das dificuldades encontradas pelos prefeitos. “A gente espera que a nova diretoria consiga pleitear junto ao governo federal para que os recursos que são destinados aos municípios saiam desse calvário, que os municípios não se tornem eternos pedintes em Brasília. Fui prefeito, por oito anos, de um município pequeno e pobre e conseguimos muitos êxitos. Não existe municipalismo forte com municípios fracos”, continuou.  

Sobre a presidência da entidade, Fábio destacou o desafio que tem pela frente e colocou a Associação a disposição dos colegas prefeitos e vereadores. “Somos 22 prefeitos associados da maior e mais populosa região de Sergipe. A entidade tem um espaço físico confortável e serve como apoio para os prefeitos quando estão em Aracaju, mas ela é mais importante ainda porque sua função é de falar em nome dos prefeitos, de gritar os problemas que os municípios enfrentam”.

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