terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sergipe recebe R$ 1,03 bilhão em investimentos do capital privado

O governador Marcelo Déda aproveitou a solenidade de inauguração da Usina de Energia Eólica (UEE) Barra dos Coqueiros, nesta terça-feira, 29, para anunciar, na presença da presidenta Dilma Rousseff, a entrada de R$ 1,03 bilhão em investimentos privados na economia sergipana, incluindo o valor investido para a concretização do parque eólico e mais R$ 904,2 milhões assegurados pelos termos de compromissos assinados entre o governador e os investidores.

Os acordos anunciados vão permitir a geração de mais de 5,2 mil empregos diretos e 4 mil empregos indiretos, totalizando um número superior a 9,2 mil empregos gerados no estado. As empresas investidoras são de áreas diversificadas, como é o caso da Saint-Gobain, uma das maiores fabricantes de vidros do mundo, que implantará uma unidade no município de Estância, disponibilizando 485 novos postos de trabalho, sendo 485 diretos e 1.000 indiretos, a partir de R$ 228 milhões investidos.

A Saint- Gobain vem atender a demanda da indústria de alimentos e bebidas da região Nordeste, que cresce a passos rápidos com a inserção de novos consumidores oriundos da chamada classe C.

Diversificando as oportunidades, o grupo Brennand, originário de Pernambuco, trará mais uma marca forte de cimento para ser produzida no estado, injetando R$ 366 milhões na economia sergipana e gerando 246 empregos diretos e 900 empregos indiretos, totalizando 1.146. Sergipe, que é o maior produtor de cimento da região Nordeste, respondendo por 27% do total produzido, segundo dados do ano de 2011, também será contemplado com a expansão das duas maiores cimenteiras implantadas no estado, Votorantim e Nassau, que também anunciaram aumento das suas capacidades produtivas. 

A Votorantim investirá R$ 72,2 milhões na ampliação da capacidade de moagem. A unidade atenderá os mercados de Sergipe, Bahia, Alagoas e Pernambuco, com capacidade de produção de 850 mil toneladas de cimento por ano. Com a intervenção, a unidade gerará 371 novos empregos diretos e 279 indiretos, ou seja, 650 novas vagas.

Já a Nassau investirá R$ 68 milhões, destinados a aumento da capacidade de produção e geração de energia (usina termoelétrica) da planta, gerando 100 novos empregos diretos e 167 indiretos, totalizando 267 empregos. Juntas, as três cimenteiras investirão R$ 506,2 milhões em Sergipe.

Mais investimentos

Outra empresa que chega ao mercado sergipano é a Almaviva, especializada em telemarketing e informática, que traz para Aracaju um projeto de implantação de Call Center que prevê a geração de 3, 5 mil empregos diretos e 500 indiretos, totalizando a geração de 4 mil empregos, com um investimento de R$ 30 milhões.

O grupo sergipano Maratá não quis ficar de fora dessa nova fase de desenvolvimento para Sergipe e irá investir, em 2013, mais R$ 140 milhões no estado. Sendo que R$ 40 milhões serão utilizados para implantação de um frigorífico no município de Estância e R$ 100 milhões para aquisição de máquinas e equipamentos industriais para ampliação da capacidade de produção das indústrias já existentes. Serão 1,5 mil empregos gerados pelo frigorífico, sendo 300 diretos e 1.200 indiretos e 200 postos diretos gerados com a modernização das fábricas.

Segundo Marcelo Déda, os investimentos anunciados servem para desmentir os boatos daqueles que apontam que estrangeiros não queriam mais investir no Brasil ou que os empresários brasileiros perderam o ânimo com a competitividade e crescimento industrial e de serviços no País. “No menor estado da federação, que possui um mercado de 2,3 milhões de consumidores, estamos anunciando um investimento de R$ 1,03 bilhão e ainda há aqueles que não acreditam no Brasil”, argumentou.

Para Déda, o segredo de Sergipe, além da sua posição estratégica, por ser um estado localizado entre grandes mercados consumidores, como são Bahia e Pernambuco, é a política de investimentos e inclusão cidadã dos governos Federal e estadual.
“O segredo é que nós estamos numa posição estratégica no Brasil. O Brasil cresceu, mas quem mais cresceu foi o Nordeste. Onde havia pobreza houve mais inclusão social. Portanto, além do ganho de cidadania, essas pessoas se transformaram em consumidores e os empresários estrangeiros e brasileiros perceberam isso, que instalando suas fábricas em Sergipe, eles conseguem alcançar um mercado de 40 milhões de consumidores [sergipanos, baianos e pernambucanos] num raio de 500 quilômetros, por uma BR-101 duplicada pelos governos de Lula e de Dilma, e por um Estado que investiu mais de R$ 600 milhões em rodovias estaduais planejadas. É esse o segredo de um Brasil que cresce e de uma presidenta que inspira confiança e que acreditou no consumo, não apenas como uma categoria da economia, mas como uma consequência da entrega da cidadania aos brasileiros. Seja pelos programas de garantia de renda mínima, seja por possibilitar o acesso à carteira assinada”, concluiu Déda.

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