segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sem exame da Ordem, Sergipe teria 25 mil advogados, diz presidente da OAB

Por Max Augusto

Em entrevista exclusiva ao JORNAL DA CIDADE / BLOG DO MAX, o presidente reeleito da OAB em Sergipe, Carlos Augusto Monteiro, afirmou que caso o exame da Ordem deixasse de ser obrigatório para o exercício da profissão, Sergipe passaria a ter aproximadamente 25 mil advogados – pouco mais do que o triplo dos atuais 7.021 (ressaltando que destes apenas 4.521 estão em atividade). O prazo de inscrição para o IX Exame de Ordem Unificado, aplicado em todo o país, foi encerrado na última segunda-feira.



“A OAB vai continuar defendendo o Exame de Ordem com todas as suas forças, especialmente pelas bandeiras em que se sustentam o Exame, que são qualificar cada vez mais o quadro de profissionais da OAB e procurar fazer um filtro de avaliação constante da qualificação e preparação dos seus profissionais”, disse o presidente.

Além disso, avalia Carlos Augusto, o exame dá um excelente contributo à nação e ao ensino jurídico no país, pois o resultado do Exame acaba impactando nas faculdades de Direito. “Surge a necessidade de melhorarem a cada semestre, para que consigam ou passem a obter um alto índice de desempenho de aprovação de seus alunos. Sergipe vem dando uma demonstração disso para todo o país, na sua constante busca  de sempre se manter entre as três melhores colocadas nas últimas edições das provas”, continuou o advogado.

Carlos ainda afirmou que o exame protege o cidadão, que para ter suas demandas atendidas, precisa de um profissional qualificado e gabaritado para se manter em igualdade de condições com juízes e promotores, no enfrentamento natural do dia-a-dia forense.  Para ele, já que inexiste hierarquia entre juiz, promotor e advogado é mais do que importante que o profissional esteja plenamente respaldado tecnicamente para manter em nível elevado os embates, as discussões, sempre com muita urbanidade,  lealdade processual,  seriedade, e sobretudo, com muita ética, seja com os colegas advogados, juízes, promotores e demais membros das carreiras jurídicas, como também com o próprio cidadão que a ele busca se socorrer.

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