domingo, 30 de dezembro de 2012

Nilson Lima: “Há um endividamento generalizado da Prefeitura de Aracaju”

Por Max Augusto



De acordo com o futuro secretário de Finanças da Prefeitura de Aracaju, Nilson Lima (PPS), há hoje um endividamento generalizado no município. Na última sexta-feira o prefeito eleito João Alves Filho (DEM) confirmou sua indicação para o cargo, e logo após, em entrevista ao JORNAL DA CIDADE / BLOG DO MAX, Nilson disse que está trabalhando com o cenário de receber o caixa da Prefeitura ‘zerado’ e que nos primeiros dias deverá realizar audiências com os credores.

“A atual administração deverá deixar várias pendências para o próximo gestor e vamos ter o caixa limpo em recursos do tesouro. Só vamos encontrar o recursos referentes a operações e crédito e Brás que não foram concluídas, não tenho a ilusão de que vamos encontrar recursos disponíveis na virada do exercício”, falou Nilson, o auditor fiscal e ex-petista que comandou a Secretaria de Finanças durante o primeiro governo de Marcelo Déda.



O diagnóstico das dívidas foi feito a partir do processo de transição, ainda que, de acordo com o próprio Nilson Lima, não houve oportunidade de entrar no aspecto micro, avaliando contratos específicos. Ele também adiantou que já tem conhecimento de algumas dívidas da Prefeitura, que não terá condições de resgatá-las de imediato, logo no início da administração e que pretende realizar uma auditoria inicial em todos os contratos.



“Vamos trabalhar para que haja o menor dano possível à sociedade, vamos verificar se a dívida esta em sintonia com a LRF, se tem base contratual fundamentada, se foi regularmente empenhada, se está empenhada, e nesse último caso, se houve a entrega do serviço ou material, e até mesmo se houve a licitação”, explicou o futuro secretário.



LRF
Na coversa com o JORNAL DA CIDADE o futuro secretário ratificou por diversas vezes a sua expectativa de encontrar na Prefeitura apenas os recursos onde a entidade é mera depositária, como os relativos à previdência. Ele lembrou que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige que todos os gastos realizados nos últimos oito meses do mandato, para serem inscritos nos chamados “restos a pagar”, haja disponibilidade financeira.



Por isso, sobre as declarações de Edvaldo Nogueira, de que deixaria os recursos para as obras que estão em andamento, Nilson disse: “Não tenho dúvida de que os recursos de convênios e operações de crédito estarão lá, a Prefeitura não pode fazer o saque, eles devem que estar lá. Só contaremos com esses dois tipos de recursos, que a prefeitura não poderia gastar de outra forma que não fosse naquele projeto, porque há uma vinculação”, explicou.



Eficácia


O futuro secretário destacou ainda a necessidade de realizar os gastos da forma mais eficaz possível, pois sabe dos inúmeros compromissos que o prefeito eleito assumiu durante a campanha. Nilson disse que conhece a forma de administrar de João Alves e sabe que ele não vai querer ver em seu governo obras paradas por falta de recursos. “Vamos buscar a qualidade na gestão para economizar recursos e investir nas áreas que administração planejou Não podemos permitir que a população sofra em função do desequilíbrio que a gestão que está se encerrado deixou que acontecesse”, disse Nilson Lima.


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