quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cesta básica mais barata em 13 capitais

Em novembro, o preço dos gêneros alimentícios essenciais diminuiu em 13 das 17 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. As maiores quedas foram verificadas no Rio de Janeiro (-7,88%), Porto Alegre (-6,18%) e Goiânia
(-5,26%). As altas no mês foram mais moderadas e registraram-se em João Pessoa (1,02%), Belém (0,61%), Vitória (0,50%) e Florianópolis (0,31%).

São Paulo foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 299,26). Depois aparecem Vitória (R$ 295,31) e Porto Alegre (R$ 286,83). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 205,63), Salvador (R$ 220,49) e João Pessoa (R$ 235,35).

Com base no valor apurado em São Paulo e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para a manutenção de um trabalhador e a família dele, suprindo gastos com alimentação, moradia, educação, vestuário, saúde, transportes, higiene, lazer e previdência social, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em novembro, o salário mínimo pago deveria ser de R$ 2.514,09, ou seja, 4,04 vezes o piso vigente. Com a queda de preços no mês, este valor é menor  do que o estimado em outubro, quando ficou em R$ 2.617,33 (4,21 vezes o salário base). Em novembro de 2011, o salário mínimo necessário era de R$ 2.349,26 ou 4,31 vezes o valor mínimo em vigor na época, R$ 545,00.

Variações acumuladas
No acumulado do ano até novembro, apenas Goiânia registra queda nos preços médios dos alimentos (-3,56%). Nas outras localidades, os aumentos situam-se entre 3,50%, no Rio de Janeiro e 16,04% em Natal. Os aumentos mais significativos foram verificados em Natal (16,04%), João Pessoa (15,25%) e Recife (14,84%).

Nos últimos 12 meses, de dezembro de 2011 a novembro deste ano, o custo médio da cesta de alimentos aumentou em todas as capitais pesquisadas, com destaque para Natal (19,63%), João Pessoa (18,71%) e Fortaleza (18,46%). As menores elevações foram verificadas em Goiânia (1,82%), Porto Alegre (2,57%) e Rio de Janeiro (3,98%), como mostra a Tabela 1.

TABELA 1

Pesquisa Nacional da Cesta Básica

Custo e variação da cesta básica em 17 capitais

Novembro de 2012

Capital
Variação mensal (%)
Valor da cesta (R$)
Porcentagem do salário mínimo líquido
Tempo de trabalho
Variação no ano (%)
Variação anual (%)
João Pessoa
1,02
235,35
41,13
83h15m
15,25
18,71
Belém
0,61
270,22
47,22
95h35m
10,86
11,28
Vitória
0,50
295,31
51,61
104h27m
7,23
11,90
Florianópolis
0,31
283,68
49,57
100h20m
8,09
5,63
Aracaju
-0,19
205,63
35,93
72h44m
12,85
13,11
Natal
-0,30
246,43
43,06
87h10m
16,04
19,63
Recife
-0,89
248,05
43,35
87h44m
14,84
17,83
Salvador
-1,13
220,49
38,53
77h59m
5,59
7,50
Brasília
-1,73
266,85
46,63
94h23m
7,65
7,11
Belo Horizonte
-2,68
282,82
49,42
100h02m
7,12
10,18
São Paulo
-3,94
299,26
52,3
105h51m
7,93
8,31
Fortaleza
-4,14
244,55
42,74
86h30m
13,63
18,46
Curitiba
-4,29
270,84
47,33
95h48m
8,93
6,97
Manaus
-4,48
284,85
49,78
100h45m
11,36
10,27
Goiânia
-5,26
237,92
41,58
84h09m
-3,56
1,82
Porto Alegre
-6,18
286,83
50,12
101h27m
3,60
2,57
Rio de Janeiro
-7,88
272,1
47,55
96h14m
3,50
3,98

Fonte: DIEESE
A queda de preços na maioria das capitais determinou a diminuição do tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica em novembro. Para adquirir o conjunto de produtos alimentícios essenciais, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar, em média, 92 horas e 37 minutos em novembro, 3 horas a menos do que era necessário em outubro. Em novembro de 2011, a jornada média de trabalho exigida para a compra da cesta somava 96 horas e 13 minutos.

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