terça-feira, 2 de outubro de 2012

Justiça eleitoral proíbe que programa de Valadares Filho fale sobre suposta deportação de mendigos

O juiz da 27a zona eleitoral, Fernando Clemente da Rocha, proferiu mais duas sentenças favoráveis ao candidato a prefeito de Aracaju pela coligação “Aracaju não pode esperar”, punindo a coligação do candidato a prefeito Valadares Filho pelo fato do seu programa eleitoral gratuito divulgar uma suposta operação policial de deportação de mendigos, que Valadares acusou ter ocorrido durante gestão de João Alves no governo. Em caso de descumprimento da determinação por parte da coligação de Valadares, o juízo eleitoral fixou uma multa no valor de R$ 50 mil

Em seu despacho, o juiz Fernando Clemente determinou que a coligação de Valadares Filho “se abstenha de exibir novos programas eleitorais, blocos ou inserções em rádio ou televisão noticiando a expulsão de pobres do bairro Coroa do Meio como sendo obra do candidato João Alves, supostamente o governador do estado de então, ou que de alguma forma vincule o seu nome a essas ocorrências”.

O juiz atestou que ao verificar as provas nos autos não encontrou nenhum registro, nem recorte de jornal nem documento da época, que possa identificar a operação policial referida como tendo ocorrido em data em que João Alves era o governador do estado.

Ele acrescentou ainda que “não bastasse isso, devo relembrar o já exposto na decisão liminar, quanto aos vídeos da operação policial, supostamente desencadeada contra aquelas pessoas, tidos pela representante como truncagem maldosa, sustentando ser coisa recente, a bem da verdade somente teve o objetivo de dramatizar e chocar a população, isso porque, aparece na imagem, a todo instante, a informação de se tratar de uma “simulação”, vale dizer, criaram uma coisa como se representasse o que teria ocorrido naquela noite, e nisso não economizou a representada nas cores fortes das cenas, meio mundo de policiais, gritaria, crianças correndo, um verdadeiro escarcéu.  De onde tirou tudo isso? Somente da imaginação fértil dos que maliciosamente intentam  potencializar dramas, chamar a atenção de qualquer jeito, enfim, o objetivo maledicente de faturar eleitoralmente à custa do escárnio público dos adversários”, concluiu o magistrado.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário