terça-feira, 18 de setembro de 2012

Vereador questiona instalação de fiscalização eletrônica

O vereador Jailton Santana (PSC) questionou ontem a volta dos equipamentos de fiscalização eletrônica nas ruas de Aracaju. Segundo o parlamentar, há cerca de dez dias ele apresentou um requerimento à Câmara Municipal de Aracaju (CMA) pedindo informações sobre onde serão instalados os redutores de velocidade. “O requerimento não chegou nem à Plenário e fui informado que a SMTT já divulgou os locais num jornal”, frisou.
De acordo com Jailton, os equipamentos vão estar nos mesmos  locais de antes, quando eram administrados pelas  empresas Eliseu Kopp e Splice. “Mesmo com o cancelamento dos contratos, as lombadas eletrônicas ainda não foram retiradas”, observou. O vereador disse ainda que vai apresentar um requerimento perguntando qual foi o estudo técnico realizado para colocar os redutores nos mesmos lugares, como nas avenidas Desembargador Maynard, Barão de Maruim, Beira Mar e Maranhão.

“A Câmara teve um papel importante nas denúncias de abusos dos radares. Só na Orla, mais de seis equipamentos foram instalados, no percurso do farol da Coroa do Meio até a Passarela do Caranguejo. Só que onde ocorrem mais acidentes não colocaram nada”, afirmou. Jailton falou que não é contra a colocação de redutores, mas questiona o excesso deles em locais que não têm necessidade.

O vereador ressaltou ainda que faltam projetos de educação para o trânsito. "A população precisa é de mais orientação no trânsito, de um trânsito tranqüilo e responsável, com mais orientação e menos multas”, opinou.

Empresas
Ainda em seu pronunciamento, Jailton solicitou mais uma vez explicações a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) sobre o processo licitatório das empresas que prestaram serviço ao município para controlarem os redutores de velocidade.  

O vereador disse que encaminhou ofícios ao Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual para investigar os contratos da PMA firmados com as empresas Eliseu Kopp e Splice, que na época eram responsáveis pelo gerenciamento dos 100 equipamentos de sinalização espalhados pela cidade. “Recebi resposta que esses órgãos não têm competência para avaliar essas possíveis irregularidades dos contratos”, lamentou.

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