domingo, 23 de setembro de 2012

Rogério Carvalho: “Não haverá imposição para 2014”


Por Max Augusto

Nesta entrevista ao JORNAL DA CIDADE, o deputado federal e presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Rogério Carvalho, falou sobre o futuro do partido em Sergipe. Rogério avalia que a sigla terá um bom resultado na eleição deste ano, elegendo cerca de dez prefeitos. Sobre a sucessão do governador Marcelo Déda, ele foi claro: hoje o candidato do grupo é o vice-governador Jackson Barreto, mas não haverá imposição, a candidatura do grupo será construída. O deputado também acha que o julgamento do mensalão não deverá atrapalhar o desempenho do PT nas urnas. Leia a seguir.


JORNAL DA CIDADE – Como presidente do PT, qual a avaliação que o senhor faz destas eleições? O partido sairá delas mais forte?
Rogério Carvalho - Estamos acompanhando de perto as eleições em todos os municípios onde o Partido dos Trabalhadores está na disputa. Temos observado que algumas candidaturas estão bem consolidadas, sendo que outras estão na disputa e há algumas com menor viabilidade. Mas no geral, acreditamos que o PT deve eleger dez prefeitos, o que equivale a um aumento de 30% em relação ao número atual de prefeituras que comandamos. Essa é uma tendência de crescimento muito boa.

JC – Quantos candidatos a prefeito e vice o PT possui em Sergipe? Existem boas perspectivas de vitórias para eles?
RC – Hoje nós temos 18 candidatos a prefeito e dez vice-prefeitos. Ao todo, estamos na chapa majoritária em 27 cidades, somando prefeito e vices. Essa é uma participação bastante razoável, por isso acho que o partido deve sair fortalecido. Se crescermos em torno de 30%, como já falei, sairemos muito fortalecidos, considerando que o PT não é um partido que cresce como o PSDB cresceu durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, ou como o PMDB, em outros momentos.

JC – Mas o PT também não cresceu, após chegar ao poder, com a eleição de Lula?
RC – Cresceu sim, mas de uma forma diferente. Cresceu num ritmo mais lento. Em alguns outros partidos esse crescimento é muito maior quando eles chegam ao poder. Em outras siglas é comum o grande crescimento do número de prefeitos e de candidatos, em função da atração que o Poder Executivo exerce. Mesmo durante os dois governos do presidente Lula, continuamos crescendo na média história, que pretendemos manter em Sergipe, após esta eleição. O partido geralmente cresce em torno de 20 a 30% em cada eleição, e se conseguirmos manter isso, será uma boa marca. Essa é a nossa expectativa, sair dos sete prefeitos para pelo menos dez.

JC – O fortalecimento do PT nestas eleições municipais, com o aumento no número de prefeitos, fortalece a sigla e aumenta a chances do PT lançar uma candidatura ao governo em 2014?
RC – Esse aumento no número de prefeitos fortalece o PT, e fortalece a participação do partido na sucessão do governador Marcelo Déda, sem dúvida. Mas esse fato não será definidor de candidaturas. Afinal, estamos construindo candidaturas e não haverá imposição nenhuma. Até porque imposição é sinônimo de derrota. Vai haver um processo de construção da candidatura para 2014, e hoje o nome do vice-governador Jackson Barreto está muito bem posicionado. Hoje Jackson é o nosso candidato.

JC – O julgamento do mensalão está prejudicando as candidaturas petistas e dos seus aliados, em Sergipe e no Brasil?
RC – Esse julgamento interfere sim na imagem do partido, mas não creio que interfira nos resultados eleitorais, porque existe uma complexidade maior do que a mídia tenta passar. Se fosse uma campanha presidencial, avalio que haveria algum impacto. Mas estamos vivenciando as eleições municipais, que possuem uma diversidade de interesses locais que se sobrepõe a este tema, que transformam o debate sobre o mensalão num tema insignificante. Em Santana do São Francisco, por exemplo, o discurso não é o mensalão, assim como em outros locais. Em Tobias Barreto, por exemplo, o que a população está avaliando é a qualidade da boa administração do prefeito Dilson.

JC – O senhor falou que o mensalão não irá interferir nas eleições, mas mexe na imagem do partido. Qual o impacto para o PT, com toda essa exposição do julgamento do mensalão na mídia?
RC – Acredito que isso interfere na imagem do partido, mas avalio também que a presidente Dilma está imune a tudo isso e, por consequência, imuniza também o PT, em função do jeito como ela vem conduzindo o partido. Dilma é um grande antídoto na tentativa da mídia de desconstruir o PT, um partido que fez uma verdadeira revolução na área social, no setor econômico, nas relações externas e várias outros setores. Dilma conseguiu baixar os juros a patamares inimagináveis, realizou desonerações, enfim, são muitos feitos importantes. O mensalão é uma tentativa de colocar uma cortina sobre tudo o que o Brasil vem fazendo, conquistando.

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